Após termos recebido uma promoção de última hora, para o que
parece ser o último fim-de-semana alargado dos próximos anos, decidimos
conhecer um novo recanto, o Monte da Lua.
A viagem foi demorada, com a ânsia de chegar e a curiosidade
de espreitar uma nova casa.
Chegámos a Estoi à hora de almoço. Esfomeados e sem saber
onde comer, a dona da casa, a Teresa, disponibilizou o resto do almoço deles
para saciar a nossa fome. Foi só o início de muitos pequenos gestos.
Ficámos o resto do dia percorrendo recantos, escravos da preguiça e da languidez.
Jantámos no António, sugestão dos donos da casa, um sítio simples, sem pretensões, mas com boa comida e gente simpática.
Após uma noite de profundo descanso, recomeçámos o dia com um
belo pequeno-almoço, sumo de laranja, pão macio e fresco, compotas caseiras de
figo e laranja, bolo de maça, tudo servido de forma graciosa, acompanhado pelas
conversas agradáveis com a dona da casa.
O resto do dia foi de puro laser, entre mergulhos na piscina,
brincadeiras na relva, banhos de um sol tão ameno que nos aconchega e remete
para um estado quietude que quase nos paralisa.
Antes de irmos, a limonada fresquinha com hortelã, servida na piscina e os bolos de figo que embrulham para levarmos, fazem-nos sentir que há lugares e pessoas que nos fazem revitalizar, que com sua sabedoria de bem servir nos enchem a alma e nos renovam o coração.
E é com este sentimento, de sermos convidados em casa de amigos,
que o Monte da lua fica para sempre gravado...
Colibri
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